Kefir BR

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As bactérias probióticas que fazem bem

O nosso trato gastrointestinal é colonizado por diversas bactérias, que é chamado de “flora intestinal”. Esses microrganismos atuam em funções fisiológicas essenciais para nosso organismo.
É normal que em nossa flora intestinal nem todas as bactérias sejam benéficas. Um organismo equilibrado teria em torno de 85% de bactérias boas e 15% de bactérias ruins.
Entretanto, alguns fatores podem reduzir o número de bactérias benéficas e aumentar as bactérias ruins, como alimentação desequilibrada, estresse, uso de antibióticos com frequência e doenças.
Alimentos que contém bactérias vivas, como iogurtes e kefir, são probióticos. Eles estimulam a proliferação das bactérias benéficas em detrimento das bactérias prejudiciais, equilibrando a flora intestinal e reforçando os mecanismos de defesa do nosso corpo.

Ingestão de bactérias “boas” diminui inflamação que deflagra tumores, diz estudo

BeneficiosPosted by Kefir BR Sep 22, 2016 20:57:17

Ação anti-inflamatória de bactérias retardou o surgimento de câncer em ratos; combate a mecanismo inflamatório é uma das apostas da ciência para conter doença

O papel da flora intestinal em algumas doenças tem sido objeto de estudo da ciência com resultados interessantes. Pesquisas recentes mostraram que um desequilíbrio desses micro-organismos contribui para um risco aumentado para obesidade e diabetes tipo 2. Também na esteira desses achados, um outro estudo integra-se ao corpo de evidências dos benefícios desses seres habitantes do intestino. Análises em ratos mostraram que algumas têm potencial para a prevenção de tumores malignos. A pesquisa, publicada no periódico Plos One e feita na Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), nos Estados Unidos, mostrou que o poder anti-inflamatório de parte desses organismos pode ajudar a prevenir alguns tipos de câncer. O achado da equipe do pesquisador Robert Schiestl não vem do nada e é corroborado pela relação entre a inflamação e o câncer, há muito tempo discutido na literatura médica.

Os cientistas já sabem, por exemplo, que os tumores podem surgir de mecanismos como infecções e irritação crônica –e a inflamação tem um papel importante nesse processo. Ela é uma resposta do sistema imune à infecção e media a regeneração do tecido doente. Em alguns casos, entretanto, essa resposta inflamatória sai do controle e não cessa depois de “consertar” o estrago. O fenômeno, assim, possibilita o crescimento de células estranhas ao corpo, os tumores.

A inflamação é um mecanismo importante para entender surgimento de tumores e estudo sugere que probióticos podem contê-la. No intestino, há dois tipos de bactérias: as que possuem propriedades anti-inflamatórias e as que contribuem para a inflamação. O corpo humano possui aproximadamente 10 trilhões de células de bactérias. Para se ter uma ideia do volume, o número é dez vezes maior ao montante de células humanas que, somadas, chegam a somente 1 trilhão.

Como foi a pesquisa

Para avaliar se as bactérias com propriedades anti-inflamatórias seriam capazes de prevenir o surgimento de tumores, os cientistas isolaram a Lactobacillus johnsonii 456, a mais abundante das bactérias benéficas e utilizada também fora da medicina para fazer kefir, iogurte e chucrute, por exemplo.Depois, os pesquisadores usaram ratos que tinham mutações em um gene chamado ATM, o que os tornava suscetível a um distúrbio neurológico chamado Ataxia Telangiectasia. O distúrbio, que afeta 1 em cada 100.000 pessoas, está associado a uma elevada incidência de leucemia, linfomas e outros cânceres e possui sintomas diversos, como dificuldade de locomação, de fala e deficiência imunológica. Os ratos foram divididos em dois grupos -um que recebeu apenas bactérias anti-inflamatórias e outro que recebeu uma mistura de ambas (inflamatórias e anti-inflamatórias, configuração natural do intestino).

Entre outros resultados, os ratos que receberam as bactérias anti-inflamatórias demoraram mais para desenvolver o linfoma, mesmo sendo portadores do gene mutante que predispõe à condição. Também essas cobaias viveram quatro vezes mais e registraram menos dano ao DNA e inflamação.

A redução da inflamação é uma meta importante porque, além do câncer, a condição desempenha um papel chave em muitas doenças, incluindo neurodegenerativas, doenças do coração, artrite e lúpus.

Estudo foi comandado pelo pesquisador Robert Schiestl, da Universidade da Califórnia em Los Angeles (EUA). Foto: UCLA

Pesquisa anterior da UCLA já tinha apresentado a primeira evidência de uma relação entre a microbiota intestinal e o aparecimento de linfoma, um câncer que se origina no sistema imunológico. O novo estudo explica como essa microbiota poderia retardar o aparecimento de câncer, e sugere que os suplementos probióticos podem ajudar na prevenção.

“Juntos, estes resultados dão credibilidade à noção de que a manipulação de composição microbiana poderia ser usado como uma estratégia eficaz para prevenir ou aliviar suscetibilidade ao câncer”, escrevem os pesquisadores.Leia o estudo:

“Chemopreventive Metabolites Are Correlated with a Change in Intestinal Microbiota Measured in A-T Mice and Decreased Carcinogenesis.” Disponível em:http://journals.plos.org/plosone/article?id=10.1371/journal.pone.0151190



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