Kefir BR

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As bactérias probióticas que fazem bem

O nosso trato gastrointestinal é colonizado por diversas bactérias, que é chamado de “flora intestinal”. Esses microrganismos atuam em funções fisiológicas essenciais para nosso organismo.
É normal que em nossa flora intestinal nem todas as bactérias sejam benéficas. Um organismo equilibrado teria em torno de 85% de bactérias boas e 15% de bactérias ruins.
Entretanto, alguns fatores podem reduzir o número de bactérias benéficas e aumentar as bactérias ruins, como alimentação desequilibrada, estresse, uso de antibióticos com frequência e doenças.
Alimentos que contém bactérias vivas, como iogurtes e kefir, são probióticos. Eles estimulam a proliferação das bactérias benéficas em detrimento das bactérias prejudiciais, equilibrando a flora intestinal e reforçando os mecanismos de defesa do nosso corpo.

Probióticos para pele

BeneficiosPosted by Kefir BR Sep 22, 2016 20:52:51
  • Além da função protetora, a pele, o maior órgão do corpo humano pode ser considerada como um ecossistema complexo, composto por uma vasta diversidade de microorganismos distribuídos entre os diferentes nichos que a compõe. Esses organismos podem ser bactérias, fungos, vírus e ácaros simbiontes, que podem ajudar a nos proteger contra organismos patogênicos. E, como em qualquer outro o ecossistema, o desequilíbrio pode levar ao aparecimento de doenças e infecções.

O estilo de vida de um indivíduo (alimentação ou tipo de roupas) bem como a idade, sexo e local de vida podem influenciar a variabilidade dos microorganismos presentes. De fato, um bebê quando está no útero de sua mãe encontra-se em ambiente estéril e durante o parto a pele do recém nascido é colonizada pelos microrganismos presentes no canal vaginal ou da pele da mãe (no caso de cesariana). Já na puberdade, o microbioma da pele pode ser amplamente alterado pelo aumento de bactérias lipofílicas, que se proliferam graças à maior produção de sebo na superfície da pele, causada pela alteração dos hormônios sexuais característicos dessa fase.

O uso de antibióticos, e outros fatores, também causam alteração da microbiota. Agentes de uso contínuo como sabões, cremes, produtos de higiene pessoal e cosméticos também possuem uma grande responsabilidade na alteração dessa microbiota. No entanto, até o momento, nenhum estudo verificou a mudança desse ecossistema na presença de doenças em detalhes moleculares.

Nos Estados Unidos, em 2007, o NIH (National Institutes of Health) iniciou um projeto denominadoHumanMicrobiomeProject (Projeto do Microbioma Humano), com investimentos de aproximadamente $140 milhões de dólares por 5 anos, que tem como objetivo caracterizar a microbiota de várias partes do corpo humano, como fossas nasais, cavidades orais, pele, trato gastrointestinal e urogenitais e investigar a sua relação com a saúde humana.

Este tipo de iniciativa, e a utilização de técnicas moleculares modernas e análise por metagenômica podem ser de grande utilidade para o desenvolvimento de novos produtos e medicamentos, que podem auxiliar na cura de doenças bem como na melhoria da qualidade de vida e bem estar dos seres humanos. Talvez, em alguns anos, tenhamos produtos cosméticos desenhados não apenas para certos tipos de pele, mas também planejados para favorecer microorganismos simbiontes, da mesma forma que consumimos alimentos probióticos atualmente.

Referências:

Grice EA and Segre JA. The skin microbiome. Nature Reviews Microbiology 9, 244-253 (2011).

Grice EA et al. Topographical and temporal diversity of the human skin microbiome. Science 324, 1190–1192 (2009).



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